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Dicas de Prevenção de Câncer de Cabeça e Pescoço

O dia 27 de julho foi definido como o Dia Mundial do Câncer de Cabeça e Pescoço no congresso mundial da especialidade, realizado em 2014, pela Federação Internacional das Sociedades Oncológicas de Cabeça e Pescoço. Diante disto, o mês de Julho foi instituído pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço – SBCCP como o mês da campanha de prevenção e conscientização do Câncer de Cabeça e Pescoço. 

Câncer de Laringe

O câncer de laringe é um dos mais comuns a atingir a região da cabeça e pescoço. Representa cerca de ¼ dos tumores desta região, e cerca de 4% de todos os cânceres. A maior parte destes tumores se origina nas pregas vocais, que são os responsáveis pela produção da voz.

Sintomas mais comuns

Justamente por ser mais frequente na região das pregas (cordas) vocais , o sintoma inicial deste tipo de neoplasia é a rouquidão (disfonia), também podendo se apresentar como dificuldade em se alimentar, ou por nódulo doloroso no pescoço. Estes sintomas podem surgir isolados ou em conjunto.

Caso perceba rouquidão por mais de 3 semanas, sensação de caroço na garganta , nódulo no pescoço ou dificuldade em engolir, procure atendimento com um cirurgião de cabeça e pescoço.

Causas do Câncer de Laringe

O cigarro é o maior causador do câncer da laringe, contendo inúmeras substâncias carcinogênicas , que quando inaladas, alteram as células da região , e com o tempo se transformam em tumores malignos. O uso de bebidas alcóolicas associado ao cigarro, aumenta em muito o risco de câncer de laringe. A pessoa que bebe e fuma pode apresentar risco aumentado para este tipo de neoplasia de até 30 vezes.

Tratamento

O tratamento do câncer de laringe pode ser por meio da cirurgia, da radioterapia ou quimioterapia, ou por uma combinação de ambas modalidades de tratamento.

Os tumores em estágio inicial, têm maior probabilidade de cura.

A decisão do tipo de tratamento depende de uma série de fatores, tanto do tumor , como do paciente.

O paciente com este tipo de tumor será avaliado por uma série de profissionais , como o cirurgião, o radioterapeuta, o oncologista clínico, o enfermeiro, nutricionista, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, psicólogo, com o objetivo de melhor preparar, tratar e reabilitar.

Quanto mais cedo perceber os sintomas e procurar um especialista, maiores são as chances de cura.

 Dr. Rafael de Cicco

Médico da especialidade de cabeça e pescoço

Câncer de Boca e Orofaringe

O câncer de boca, ou cavidade oral, é um câncer que se origina nas células das estruturas que compõem a boca; e, o câncer da orofaringe na orofaringe, que é a parte logo atrás da boca.

Muitos tipos de tumores podem originar-se na boca e na orofaringe: Tumores Benignos; Lesões pré-cancerosas e Tumores Malignos.

O que é cavidade oral e orofaringe?

A cavidade oral inclui os lábios, o revestimento interior dos lábios e bochechas, os dentes, as gengivas, dois terços anteriores da língua, o assoalho da boca e o céu da boca.

A orofaringe é a parte da garganta logo atrás da boca. Ela inclui a base da língua, o palato mole, as amígdalas, e a parte lateral e posterior da garganta.

Sinais e Sintomas do Câncer de Boca e Orofaringe

Os sinais e sintomas do câncer de boca e orofaringe podem incluir:

Ferida na boca que não cicatriza.

Dor na boca que não desaparece.

Caroço ou inchaço na bochecha.

Mancha branca ou vermelha nas gengivas, língua, amígdalas ou mucosa da boca.

Ferida na garganta ou sensação de ter algo preso na garganta.

Dificuldade para mastigar ou engolir.

Dificuldade de mover a mandíbula ou a língua.

Dormência na língua ou outra área da boca.

Inchaço da mandíbula causando desconforto com a dentadura.

Enfraquecimento dos dentes ou dor ao redor dos dentes.

Alterações na voz.

Nódulo ou massa no pescoço.

Perda de peso.

Mau hálito constante.

É importante mencionar que muitos desses sinais e sintomas são também causados por problemas benignos, ou mesmo por outros tipos de câncer. Ainda assim, é muito importante consultar um médico ou dentista se alguma destas condições dura mais do que duas semanas, para que a causa possa ser diagnosticada e, se necessário, tratada.

Fatores de Risco para Câncer de Boca e Orofaringe

Um fator de risco é algo que afeta sua chance de adquirir uma doença como o câncer. Diferentes tipos de câncer apresentam diferentes fatores de risco. Alguns como fumar, por exemplo, podem ser controlados; no entanto outros não, por exemplo, idade e histórico familiar. Embora os fatores de risco possam influenciar o desenvolvimento do câncer, a maioria não causa diretamente a doença. Algumas pessoas com vários fatores de risco nunca desenvolverão um câncer, enquanto outros, sem fatores de risco conhecidos poderão fazê-lo.

Ter um fator de risco ou mesmo vários, não significa que você vai ter a doença. Muitas pessoas que contraem a enfermidade podem não estar sujeitas a nenhum fator de risco conhecido. Se uma pessoa com câncer de boca e orofaringe tem algum fator de risco, muitas vezes é muito difícil saber o quanto esse fator pode ter contribuído para o desenvolvimento da doença.

Fatores que podem aumentar o risco de uma pessoa desenvolver câncer de boca e orofaringe:

Tabagismo - Fumantes são mais predispostos do que não fumantes a desenvolver câncer de boca e orofaringe. Cigarros, charutos, cachimbos podem causar câncer em qualquer parte da boca ou da garganta, bem como câncer de laringe (cordas vocais), pulmão, esôfago, rins e bexiga. O cachimbo é um risco particularmente significativo para o câncer na área dos lábios que tocam a haste do tubo. Produtos orais do tabaco (rapé, tabaco de mascar) estão relacionados com cânceres de bochecha, gengiva e superfície interna dos lábios.

Alcoolismo - O consumo de álcool aumenta o risco de desenvolver câncer de cavidade oral e orofaringe. Cerca de 70% dos pacientes com câncer bucal são alcoólatras.

Alcoolismo e Tabagismo - Alcoólatras e fumantes têm um risco muito aumentado de desenvolver câncer de boca e orofaringe em relação às pessoas que não fumam e não bebem.

Fumo para Mascar - As pessoas que mascam betel quid ou gutka têm um risco aumentado de desenvolver câncer de boca e orofaringe.

Vírus do Papiloma Humano - O número de cânceres de orofaringe relacionados ao HPV aumentou dramaticamente ao longo das últimas décadas. O DNA do HPV é encontrado em cerca de 60% dos cânceres de orofaringe. Acredita-se que o aumento seja devido a mudanças nas práticas sexuais nas últimas décadas, particularmente ao aumento do sexo oral. O DNA do HPV é encontrado com mais frequência em cânceres de orofaringe (especialmente nas amígdalas) e menos frequentemente em cânceres da cavidade oral.

Gênero - O câncer de boca e orofaringe é duas vezes mais comum em homens do que em mulheres.

Idade - A maior incidência do câncer de boca e orofaringe é em pessoas com mais de 55 anos. Mas isso pode estar mudando com os cânceres ligados à infecção do HPV, que tendem a ser mais comuns em pessoas mais jovens.

Radiação Ultravioleta - A luz solar é a principal fonte de luz UV para a maioria das pessoas. O câncer de lábio é mais comum em pessoas que trabalham em áreas externas, com uma exposição prolongada ao sol.

Dieta - Vários estudos descobriram que uma dieta baixa em frutas e vegetais está associada a um risco aumentado de câncer de cavidade oral e orofaringe.

Sistema Imunológico Enfraquecido - Um sistema imunológico fraco pode ser devido a doenças hereditárias, pela síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), e pelo uso de certos medicamentos, como os administrados após o transplante de órgãos. O sistema imunológico debilitado pode levar ao desenvolvimento do câncer de boca e orofaringe.

Enxerto - A doença enxerto hospedeiro é uma condição que às vezes ocorre após um transplante de células estaminais. Isto pode acontecer quando as células-tronco do doador reconhecem as células do paciente como estranhas e iniciam um ataque contra elas, afetando muitos tecidos do corpo, inclusive os da boca, aumentando assim o risco de desenvolver câncer.

Síndromes Genéticas - Algumas síndromes, como anemia de Fanconi e disceratose congênita, causadas por mutações hereditárias em determinados genes têm um risco elevado de desenvolver o câncer de boca e garganta.

Líquen - Esta doença ocorre principalmente em pessoas de meia idade. Na maioria das vezes afeta a pele, mas às vezes afeta o revestimento da boca e garganta, aparecendo como pequenas linhas brancas ou manchas. Um caso grave pode aumentar ligeiramente o risco de câncer de boca e orofaringe.

Antisséptico Bucal - Os antissépticos bucais com elevado teor de álcool podem estar associados a um maior risco de desenvolver câncer de boca e orofaringe. No entanto, esta questão é difícil de avaliar pelo fato de que fumantes e bebedores frequentes, que já têm um risco aumentado em desenvolver estes tipos de doença, são mais propensos a usar antisséptico bucal que pessoas que não fumam nem bebem.

Irritações da Dentadura - A irritação da mucosa da boca causada pelo ajuste da dentadura é um fator de risco para o câncer de boca e orofaringe, no entanto nenhum estudo detectou um risco aumentado em pacientes que utilizam prótese que abrange toda a cavidade oral. As dentaduras mal ajustadas podem reter resíduos comprovadamente cancerígenos, como álcool e tabaco.

Tratamentos do Câncer de Boca e Orofaringe

Após o diagnóstico e estadiamento do câncer, o médico discutirá com o paciente as opções de tratamento. É importante ter tempo e poder avaliar todas as possibilidades de terapia. A decisão por determinado tipo de tratamento leva em conta o estado de saúde geral do paciente, o tipo de tumor, o estadiamento, as chances de cura da doença, e do eventual impacto do tratamento sobre importantes funções como fala, mastigação e deglutição.

As principais opções de tratamento para o câncer de boca e orofaringe são: cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapia alvo e tratamento paliativo, que podem ser realizados isoladamente ou em combinação, dependendo do estágio e da localização do tumor. Em geral, a cirurgia é o primeiro tratamento para o câncer de boca e pode ser seguido por radioterapia ou quimioterapia, que podem ser administradas de forma isolada ou combinadas.

Com base no estadiamento e localização do tumor, uma equipe multidisciplinar pode ser necessária, incluindo otorrinolaringologista, cirurgião de cabeça e pescoço, radioterapeuta e oncologista. Mas, muitos outros profissionais de saúde podem estar envolvidos no seu atendimento, como enfermeiros, nutricionistas, assistentes sociais e fisioterapeutas.

É importante discutir todas as opções de tratamento, incluindo metas e possíveis efeitos colaterais, com os médicos para ajudar a tomar a decisão que melhor se adapta às suas necessidades.

Fonte: Oncoguia

Câncer da Tireoide 

O câncer de tireoide é um câncer que começa na glândula tireoide. A maior parte dos tumores são benignos, mas outros são malignos, o que significa que podem se propagar para os tecidos adjacentes e outras partes do corpo.

Os dois tipos mais comuns de câncer de tireoide são o carcinoma papilífero e o carcinoma folicular. O carcinoma de células de Hürthle é um subtipo de carcinoma folicular. Todos estes tipos de tumores são diferenciados.

Outros tipos de câncer de tireoide, como o carcinoma medular da tireoide, carcinoma anaplásico e linfoma da tireoide, ocorrem com menos frequência.

Os carcinomas diferenciados de tireoide se desenvolvem a partir das células foliculares da tireoide. Nestes tipos de câncer, as células se parecem muito com o tecido tireoidiano normal quando vistas sob um microscópio.

Sintomas

O câncer de tireoide pode causar qualquer um dos seguintes sinais ou sintomas:

Nódulo, caroço ou inchaço no pescoço, às vezes crescendo rapidamente.

Dor na parte anterior do pescoço, às vezes, subindo para a região dos ouvidos.

Rouquidão ou outras alterações na voz que não desaparecem.

Dificuldade para engolir.

Problemas respiratórios.

Tosse constante.

Muitas condições benignas podem causar os mesmos sintomas. Nódulos da tireoide são comuns e geralmente são benignos. Ainda assim, se você tem algum desses sinais ou sintomas, é importante consultar um médico para que a causa possa ser diagnosticada e tratada, se necessário.

Fatores de Risco

A história de irradiação do pescoço, mesmo em baixas doses, assim como a ocorrência de câncer da tireoide na família, podem ser considerados fatores de risco para o câncer da tireoide.

Tratamento

Após o diagnóstico e estadiamento da doença, o médico discutirá com o paciente as opções de tratamento. Dependendo do estágio da doença e de outros fatores, as principais opções de tratamento para pessoas com câncer de tireoide podem incluir cirurgia, iodoterapia, hormonioterapia, radioterapia, quimioterapia e terapia alvo. Em muitos casos, mais do que um desses tratamentos ou uma combinação deles podem ser utilizados.

Fonte: INCA e Oncoguia

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