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Câncer de Testículo

Os testículos, órgãos localizados dentro da bolsa escrotal são responsáveis pela produção dos espermatozoides e da testosterona, hormônio sexual masculino. Embora se trata de um tumor raro, responsável por apenas 0,5 a 1% dos tumores que afetam os homens, a grande importância e preocupação com o câncer de testículo consiste no fato de ser a neoplasia maligna mais frequente em jovens, predominante entre 15 e 35 anos, período de plena atividade produtiva e reprodutiva. Felizmente, com o diagnóstico precoce e tratamento adequado, as taxas de curas são elevadas.

Fatores de risco

O principal fator associado ao câncer testicular é a criptorquidia (testículos que não estão posicionados dentro da bolsa escrotal). Os portadores desta condição possuem um risco 50 vezes maior de desenvolver o câncer. Outro grupo com maior incidência da doença são os homens portadores de infertilidade. Nesses casos, a presença de tumor pode ser a causa da diminuição da produção de espermatozóides.
Algumas síndromes genéticas raras, histórico familiar de tumor testicular, e antecedente de tumor testicular são causas relacionadas a um maior risco de desenvolver este tipo de tumor.

Sintomas

O sinal clássico é o achado de um nódulo endurecido no testículo à palpação, além do aumento progressivo do tamanho do mesmo. Geralmente não há dor, embora este sintoma possa ocorrer sob determinadas condições. Por vezes, o paciente refere ter sofrido algum traumatismo testicular. O trauma não leva ao aparecimento de um tumor testicular, mas costuma ser o motivo para que o paciente palpe o testículo afetado e note o nódulo que possivelmente não havia sido notado anteriormente.
Frente a suspeita de uma nodulação no testículo é necessário procurar um médico para melhor avaliação.

Diagnóstico

Toda massa testicular encontrada à palpação, principalmente em adultos jovens, é suspeita de câncer.
O exame de ultrassonografia escrotal deve ser realizado, podendo revelar a presença e características do tumor, como uma vascularização anômala além de ajudar a estabelecer um diagnóstico diferencial.
Exames laboratoriais de sangue, com dosagem de Beta HCG, alfafetoproteína e DHL devem ser sempre realizados nestas condições. Os dois primeiros são marcadores tumorais específicos e sua elevação no sangue confirma o diagnóstico de câncer testicular, sendo extremamente úteis na fase do diagnóstico, bem como no monitoramento durante e após o tratamento. É importante salientar, entretanto, que os marcadores tumorais negativos, não excluem o diagnóstico de câncer.
Uma vez diagnosticado o câncer, deve-se conhecer a extensão da doença para propor o melhor tratamento. A tomografia computadorizada de abdômen, pelve e tórax são importantes neste contexto.

Tratamento

Diante da suspeita, deve-se proceder ao tratamento do câncer de testículo, que é a orquiectomia radical por via inguinal (não se deve abordar um testículo com suspeita de tumor por via escrotal) para a remoção do testículo afetado, com ou sem colocação de uma prótese testicular no mesmo ato operatório.
Após a remoção do testículo e na dependência da extensão e grau de agressividade do tumor, pode ser indicado um tratamento complementar, cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Em casos favoráveis, apenas a remoção do testículo é suficiente para curar o paciente.
Se houver metástases à distância, a quimioterapia deverá ser indicada, e mesmo nestas condições, as taxas de cura são extremamente animadoras.
Atualmente, as taxas de cura para doença precoce estão acima de 95%.
Por afetar preferencialmente jovens, frequentemente sem prole constituída, o tratamento de quimioterapia pode representar um grande impacto na fertilidade destes pacientes. Após quimioterapia, quase todos os pacientes têm a função do testículo remanescente gravemente alterada por um período de aproximadamente três anos, quando um pouco mais da metade desses apresentam melhora importante com possibilidade de recuperar a fertilidade. Por esse motivo, todos os pacientes que serão submetidos a quimioterapia deverão ter seu sêmem coletado e criopreservado (congelado) antes do tratamento, permanecendo assim a possibilidade de obtenção de gravidez por método de reprodução assistida.

Prevenção

Até o momento, a Medicina não conhece todas as causas e mecanismos biológicos do câncer de testículo, sendo assim, não há como prevenir a enfermidade. A exceção são os casos de criptorquidia. A correção cirúrgica desta condição nos primeiros dois anos de vida diminuem o risco de desenvolvimento de câncer de testículo.
O autoexame dos testículos, realizado todos os meses representa um meio simples e adequado de detectar qualquer alteração importante para o diagnóstico precoce.
Procure um urologista sempre que suspeitar de uma nodulação testicular. Não perca tempo!

Dr. Hamilton de Campos Zampolli
Médico Urologista
CRM 62512

 

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